Dia 7 – Duomo, Ponte Vecchia, piazzas, igrejas e uma blusa nova
O dia começou cedo com um café da manhã, diríamos, IMPERIAL. Caramba, como eu comi...
Descemos em direção ao rio com o sol sobre nossas cabeças, um clima de mais ou menos 13⁰C e uma sensação térmica de 2⁰C graças ao vento que não parava um minuto.
O primeiro ponto que passamos foi a Ponte Vecchia. Uma ponte que era tomada de plebeus fazendo troca de mercadorias até que um nobre que passava por ali semanalmente resolveu mandar todos a merda e construiu uma outra ponte por cima, só que só se podia vender ouro, jóias e artigos de luxo por lá. Isso permanece até hoje. Só joalherias e artigos de luxo, incrível.
De lá fomos para a Catedral do Duomo. Uma igreja maravilhosa, com muito menos ouro e mais esculturas e pinturas. É muito lindo mesmo por lá, um estilo totalmente diferente de Roma. Dentro desta igreja há uma passagem para a Cripta da mesma, que data de mais de 900 anos atrás, com túmulos de pedra, escavações e muita história para ser contada.
Depois da cripta, o ponto alto do dia, a subida ao Duomo. Esta catedral levou nada menos que 590 anos para ficar pronta. Pelas fotos você consegue ver e entender porque. A riqueza de detalhes é um absurdo. O Domo, a cúpola da igreja, levou apenas 15 anos só para ser pintado.
A subida do Duomo é bem cansativa, uma escada caracol que nas partes mais largas tem cerca de 1 metro e nas mais estreitas não deve passar de 60 centímetros, porque eu só passei de lado. Mas o melhor não é a largura e sim o tamanho da escada. São apenas 463 degraus. E não é degrauzinho normal não, são senhores degraus, com cerca de 25cm de altura mais ou menos.
Fora o fato de praticamente não ter iluminação, esse trem estar em pé há mais ou menos 700 anos e ser apertado pra cacete..., tem uma parte, de uns 150 degraus, mais ou menos, que é ida e volta. Ou seja, quem sobe e quem desce tem que se revezar e espremer para passar. O que é uma pena é que VÂNDALOS FILHOS DA PUTA rabiscam as paredes escrevem o nominho deles, etc... Se não, seria exatamente como era há 1000 anos.
Chegar lá em cima é uma vitória (claustrofóbicos, corram sem olhar para trás, tem hora que não dá nem pra virar o corpo), mas o prêmio é impagável. Contemplar Firenze inteira de cima, com uma visão de 360⁰ vale subir 2 vezes se for preciso, sem contar que no caminho você tem 2 paradas (1 na ida e outra na volta) que você pode contemplar aquele Domo, que levou 15 anos para ser pintado, de perto. É indescritível a sensação. Só de escrever aqui eu já estou arrepiado.
Ah, duas notas rápidas:
1 - Engenheiros de hoje em dia, vão a merda, visitem Firenze e contemplem.
2 – Prefeitura de Firenze: Construa uma porra de um elevador panorâmico ao lado do duomo com a ajuda dos engenheiros que eu zueei aí em cima.
Bem, depois dessa experiência indescritível passamos por mais algumas praças e por uma feira popular (enorme, diga-se de passagem), onde eu ganhei uma blusa muuuuuuito cool da minha mulher e tomei um Gelatto Tri Cioccolatto que destrói qualquer conceito que você tenha de sorvete.
Bem, depois disso tudo só nos resta 1 combo a ser feito – Blog, Banho, Restaurante e CAMA, porque amanhã tem mais...
Hummm, hoje falamos de uma coisa que estamos com saudades... ARROZ, FEIJÃO, BIFE e uma bela BOHEMIA.
Tchau e até amanhã!
Esse espaço é de mais ou menos 80 cm de largura por 1,8m de altura
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