Dia 12 – Veneza por dentro
Hoje não tínhamos grandes planos, apenas andar um pouco e comprar algumas coisas. Pois é, compramos algumas coisas, mas andamos bastante...
Saímos do hotel procurando uma loja de cosméticos, a Kiko, famosa por aqui pela qualidade. Por incrível que pareça achamos o endereço, de primeira, sem nos perder... Isso não acontece nem em São Bernardo, minha terra natal, que dirá em Veneza, onde endereço e número é quase como um apelido de infância, muita gente nem conhece ou então não entende o porque...
Bem...shop, shop, shop... Com tudo em mãos, resolvemos dar uma pequena caminhada que contorna a cidade. Be, o mapa não dá a escala, mas passamos por 6 dos sete bairros de Veneza, então, dá pra ter uma idéia né?
A cada esquina que virávamos uma surpresa. De vez em quando por uma obra de arte em uma vitrine, ou por um palacete, ou por uma ponte diferente, ou simplesmente porque a outra esquina não tinha nada diferente, o que já é uma coisa fora do normal por aqui...rs
De loja e loja a Eri acabou comprando uns brincos apenas. Infelizmente não deu para comprar nenhuma das grandes obras de arte dos vetreros (vidraceiros) de Murano. Infelizmente mesmo, porque cada escultura, vaso ou decoração é mais lindo que o outro.
Ah, outra coisa muito comum nas lojas daqui são as máscaras venezianas. Todas muito lindas, principalmente em vitrines bem arrumadas e abarrotadas de arte. É de encher os olhos.
No caminho cruzamos um parque super bonito e deu pra ter noção de algumas diferenças aí dos parques brasileiros... Além de tudo estar funcionando e limpo, dos brinquedos serem novos e com a manutenção em dia, o chão que a criançada brinca é de borracha... Eu achei isso o máximo... Sei lá, se seu filho cair do trepa-trepa de cabeça, provavelmente ele vai se estrupiar inteiro, mas vai doer menos....kkkkkk
Já aproveitamos para passar na estação de ônibus e conhecer nossa porta de saída... Pois é, já tá acabando... Amanhã dá pra dar mais uma voltinha na Veneza do Continente e de lá direto para o Aeroporto.
Estou a todos estes dias tentando explicar o que é, como é, que sabor tem Veneza, mas não dá... Veneza é inexplicável, incompreensível e inesquecível. Com certeza o garçon piadista e gente boa da Cantina El Burchiello, as vielas escuras e frias, o mercadinho de gente estressada, as lojas fotofóbicas e os pássaros barbeiros que batem na sua cabeça enquanto voam vão deixar saudades e muitas boas recordações.
Depois de amanhã tem post com o último dia e o retorno ao Brasil. Por enquanto é isso!
Ciao Bello!!!
Comentários adicionados às 21h00: Depois da melhor pizza Italiana de todos esses dias, conseguimos fazer webcheckin dos dois vôos, ambos com direito a janela e o mais longo na saída de emergência, com muito espaço para os pés.... Aí sim!

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