sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dia 11 - Veneza - Murano

Dia 11 – Veneza – Murano
Hoje resolvemos acordar mais tarde. Como a cidade só vem à vida as 10h00, de nada adianta acordar as 8h00 e ficar olhando para as portas fechadas com o frio de 1⁰C que está fazendo aqui.
 Acordamos lá pelas 09h00, tomamos um belo café da manhã no quarto e, depois de um saboroso cigarro na varanda, saímos para caminhar. Hoje tínhamos um objetivo bem definido, Murano.
No caminho, Basílica de San Paolo e San Giovanni.
Uma paradinha para conhecer um pouco mais e de quebra tirar umas fotos. A igreja é bem grande, abriga o túmulo de diversos padres e membros da sociedade Veneziana. Foi construída no século XIV e tem uns detalhes bem impressionantes, como o Vitral à direita de quem entra. As cores, extremamente vívidas e chamativas datam de mais de 500 anos atrás. Muito bonita.
Depois dessa paradinha pegamos o Vaporetto direto para Murano. Logo na entrada você passa pelo cemitério da cidade, uma construção imponente que mais parece um forte. Realmente, enterrar pessoas por aqui deveria ser um desafio, até decidirem usar uma ilha só para isso.
Murano é mundialmente conhecida como pólo produtor de arte com vidro. Jogos de copos, esculturas, souvenirs, enfim, eles fazem quase tudo em vidro. A concentração de artistas do vidro nessa ilha tem uma explicação clara e precisa. Por volta do início do século XIII os governantes de Veneza, preocupados com o risco de incêndios que as vidraçarias representavam concederam terras e casas a todos com essa atividade para que se mudassem para Murano, afastando o risco de incêndio da população como um todo.
Em Murano a palavra vidro ganha outro significado. Tivemos a oportunidade de visitar uma fábrica e acompanhar a produção de uma garrafa com pequenos ornamentos e um cavalo de vidro maciço. O processo é o mesmo a centenas de anos, talvez milhares. Sílica em uma fornalha infernalmente quente, pipetas para soprar e moldar a massa incandescente, alguns alicates, tesouras, chapas de ferro e tudo ganha vida.
Na nossa frente, em menos de 5 minutos uma massa morta de sílica ganha vida e forma ao se tornar um cavalo impetuoso empinando-se e parando sobre suas patas traseiras. Tudo é feito de uma vez só, com o vidro ainda mole sobre o controle das mãos sábias e experientes do artesão.
Girando a pipeta com a massa de sílica incandescente presa à ponta e desenhando cada detalhe do cavalo com um alicate a pequena bolota laranja a 1500⁰C vai se tornando em um alazão.
Depois dessa demonstração vamos ao showroom do artesão. Affff... para cada lado que você olha você perde o fôlego. Vendo como as coisas são feitas você entende aquele monte de zeros antes da vírgula....rsrs... As cores, feitas com reações químicas de dióxidos diferentes para cada tom, as formas, os pequenos detalhes, enfim, tudo isso muda seu conceito e sua percepção sobre vidro.
Bem, depois dessa demonstração fica impossível não comprar algumas peças né? Mesmo que pequenas, são “muranos”, trazem consigo esses séculos de experiência e aperfeiçoamento.
De volta ao hotel, hora de começar nossa rotina... Atualizar o blog, relaxar os pés, jantar, um belo e demorado banho, planejamento detalhado de amanhã e CAMA!!!
Bem, é isso!
Ciao!




Um comentário:

abrileri disse...

Ju, quando fomosr viajar, queremos você junto pra ir explicando as coisas
:-)

Muito legal seu blog e o tom que você dá as coisas.

Parabéns, esta muito gostoso acompanhar a viagem de vocês. Todo dia ficamos esperando o post para saber como foi. Muito legal mesmo!

Abração pro cê e beijão pra Eri